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Comportamentos que parecem normais, mas indicam baixa autoestima

  • julouback
  • 10 de jan.
  • 2 min de leitura

Antes de tudo, é importante compreender o que chamamos de baixa autoestima. Trata-se de uma forma negativa, rígida e desvalorizada de a pessoa se enxergar. Essa percepção influencia diretamente seus pensamentos, emoções e comportamentos, além da maneira como ela se relaciona consigo mesma e com os outros.

Um dos sinais mais comuns é a dificuldade em reconhecer as próprias qualidades e conquistas. Pessoas com baixa autoestima tendem a minimizar o que fazem de bom, interpretando resultados positivos como algo “sem importância” ou “nada demais”. Mesmo diante de conquistas objetivas, sentem dificuldade em experimentar orgulho ou satisfação pessoal.

Essa visão negativa costuma aparecer também por meio de falas autodepreciativas, como “sou burro(a)”, “sou incapaz” ou “nunca faço nada certo”. Muitas vezes essas frases são ditas em tom de brincadeira, mas, na prática, reforçam crenças internas de inadequação e incompetência.

Outro aspecto frequente é a comparação constante com os outros. Há uma tendência persistente de se medir a partir do desempenho alheio, acreditando que os demais são sempre mais capazes, interessantes ou bem-sucedidos. Essa comparação alimenta sentimentos de inferioridade e insegurança.

A dificuldade de se posicionar também é um sinal importante. Pessoas com baixa autoestima costumam ter medo de dizer não, de expressar necessidades ou de discordar, por receio de gerar conflitos, desagradar, ser rejeitadas ou julgadas. Esse mesmo medo aparece na dificuldade de estabelecer limites e na preocupação excessiva em não decepcionar os outros.

Em muitos casos, surge a chamada síndrome do impostor, caracterizada pela sensação constante de não ser tão competente quanto aparenta e pelo medo de que, a qualquer momento, os outros descubram uma suposta “fraude”. Mesmo diante de evidências de capacidade, o sentimento de insuficiência persiste.

A relação com críticas também costuma ser bastante sensível. Comentários que poderiam ser compreendidos como pontuais ou construtivos são vivenciados como ataques pessoais, gerando sofrimento intenso, vergonha ou desejo de se isolar.

É comum ainda a necessidade constante de validação externa. A pessoa passa a depender excessivamente da aprovação, dos elogios e do reconhecimento dos outros para se sentir segura ou suficiente. Nos relacionamentos, isso pode se manifestar por meio de ciúmes, insegurança e medo recorrente de abandono, além da necessidade frequente de confirmação de afeto.

A autocrítica tende a ser rígida e punitiva. O foco se volta de forma exagerada para os erros, com pouca tolerância às próprias falhas, o que contribui para níveis elevados de ansiedade. Há uma preocupação constante com desempenho, aceitação e a possibilidade de errar, mantendo um estado frequente de tensão emocional.

Por trás de muitos desses comportamentos, estão sentimentos persistentes de vergonha e inadequação. Mesmo sem motivos concretos, a pessoa carrega a sensação de que “há algo errado” consigo e de que não é boa o suficiente.

Se você se identificou com vários desses sinais, é importante saber que a autoestima não é um traço fixo da personalidade nem algo que se resolve apenas com força de vontade. Ela é construída ao longo da vida, a partir das experiências vividas, das relações estabelecidas e das interpretações que a pessoa desenvolve sobre si mesma. Por isso, a autoestima pode ser fortalecida, reorganizada e desenvolvida ao longo do tempo — especialmente quando essas experiências passam a ser compreendidas, elaboradas e ressignificadas.

 
 
 

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